sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

De volta

Olá meninas.
Quanto tempo! A última postagem foi em julho. Confesso que fiquei um pouco triste ao reler, vi que pouquíssimas coisas mudaram. As promessas de final de post foram as mesmas de inicio de ano, agora de 2012. O segundo semestre foi como eu esperava mesmo, melhor que o primeiro.
Resumo executivo:
- Mudei o tema da tese, as coisas que estavam empacadas, vão ter que caminhar mais, pois a qualificação é agora. Deadline dia 01/06, assim que tudo der certo, SIGDOC2012 em Seattle. Outra hora falo mais sobre isso.
- Voltei com a ideia fixa de emagrecer, to muito acima do peso. Promessa interna de fazer a minha parte. A meta é perder 1 kg por mês. Comecei em janeiro.
- Amorosamente, tenho que dizer que me esforcei pra esquecer o dito cujo que ocupa meu coração. Me afastei, fiquei com outro por ficar, fugi, deixei de atender telefone, mas como um fantasma, ele sempre dava um jeito de aparecer. Prometi ajudá-lo, hospedando durante as provas do doutorado, cumpri minha promessa e percebi que não conseguia mais viver fingindo que estava tudo bem, quando não estava. Em janeiro, eu me afastei de novo, e pra não ter que ficar fugindo, tive uma conversa com ele sobre isso, abri o jogo, pedi pra ele não ficar perguntando porque eu não to falando com ele, o que eu tenho, pra me esquecer, porque era isso que eu pretendia fazer. Ele acatou sem mais.
- Meu cronograma para a qualificação já está atrasado. Só entende quem faz pós, sabe aquele momento em que você para na frente do computador, sabe que tem um monte de coisa pra fazer, abre o word ou o editor pra programar e .... vazio.... o tempo passa, você lê alguns trabalhos, e nada, você não consegue escrever nem sair do lugar, não sei explicar direito... Mas, vou me esforçar mais, me disciplinar mais, e tem que começar a dar certo.
- Preciso de um ap novo pra alugar, em março deve aumentar o aluguel. Já aumentou o preço do transporte, da comida, e daqui a pouco do aluguel... só não aumenta o salário. Que eu tenha força pra acreditar que depois que eu terminar o doutorado, vou ter um emprego que faça ter valido a pena.
- Muita saudade de todo mundo em Belém. Estou adaptada, posso dizer que em 2011 fortaleci duas grandes amizades aqui no Rio, meu padrinho de crisma, Rustam e Carlinha do trabalho. Adoro como eles se preocupam comigo, querendo me levar pra sair, inclusive fizemos um roteiro de 1 saída por mês que inclui fazer algumas trilhas (pão de açúcar e pedra bonita), além de feira de são Cristóvão e o passeio desse fim de semana, que é ir até a praia da barra jogar volei na rede do Rustam. Não sei se vou conseguir ter um bom rendimento =P (afinal, não jogo nada desde o Cefet), acho que vai ser divertido. Ainda assim, sempre que vou pra casa é mais difícil voltar, o momento em que vou pro aeroporto e deixo meus pais pra entrar na sala de embarque sozinha.... a espera pelo avião, definitivamente é a pior sensação que eu posso experimentar.

Vou aparecer mais por aqui. =)
É uma forma de me aproximar de vocês e eu realmente preciso disso.

Saudades.









domingo, 24 de julho de 2011

Meses depois


Olá meninas!
Estava tentando lembrar quando apaguei os posts. Não consegui. Quando me perguntaram porque os apaguei, respondi algo sobre  não ter a necessidade (naquele momento) de contar pra alguém as coisas da minha vida, já que estava "morando com um amigo" que sempre recebia as informações em primeira mão. Por outro lado, se você digitasse meu nome no google achava o blog, que é repleto das minhas "bobagens", e eu nunca quis essa audiência.
Acho que o primeiro semestre foi tão movimentado que mal tive tempo de sentir falta daqui. Carnaval a Lu veio pra cá, em março a Luli, em abril o meu "amigo", depois dei um pulo em casa pra páscoa, depois até Bibi veio até aqui, foi tudo muito legal, momentos felizes. Além disso, o facebook roubou um pouco do espaço pra "compartilhar" as coisas que eu fazia aqui, links, fotos, vídeos e músicas.
Esse final de semestre foi muito difícil pra mim (ainda está sendo). Estou tentando escrever um paper desde janeiro, que não sai de jeito nenhum, minha capacidade de escrever coisas que a minha orientadora não quer está superando todos os limites (meus e dela). Três conferências que o trabalho não fica bom o suficiente pra ela me deixar submeter e eu ouvir ao menos um "não" dos revisores. Não vou falar de todo o processo de fracasso na escrita, mas no último email me senti no bope "pede pra sair". Em outras palavras, ela disse "você não sabe escrever, e precisa saber porque se não souber, não passa na qualificação". Depois de uns 15 dias deprimida, conversamos e ela mandou eu ler um livro (the craft of research) e bons papers pra aprender como escrever introduções e conclusões. Preciso aprender a sair do geral para o específico (introdução) e depois do específico pro geral (conclusão). Fiquei mal, porque achava que eu sabia escrever (iludida), depois fiquei com raiva porque ninguém tinha me dito isso antes (durante o mestrado e até no 1 ano do doutorado). Por um tempo, tive medo dela desistir de mim, pois afinal, um pesquisador que não sabe escrever não é nada. Agora estou mais conformada, vou aprender a fazer isso direito, estou determinada a aprender isso, no fundo eu sei que sou a pior aluna dela, mas eu vou provar que posso melhorar e ainda vou fazer ela ter orgulho de mim.
--[[ Bibi casou (ainda nem acredito). Festa incrível. Reencontrar os amigos não tem preço. Cumprimentei meu querido orientador do mestrado, ele perguntou como estavam as coisas e eu disse "difíceis" e ele "Força!". Nossa, eu me arrepiei, porque (por coincidência ou não) eu o encontrei na federal quando havia perdido a bolsa exatamente 1 ano atrás e contei pra ele (meio engasgada ainda) e ele disse "Você precisa ser forte". Apesar de tudo, cada vez o admiro mais.
]]
Vou falar um pouco da experiência de dividir o apto por 3 meses. Acho que 50% de momentos bons e 25% de momentos horríveis e 25% de momentos incríveis. Por exemplo, ter alguém que prepare seu café, ter alguém pra ver filme, ter alguém pra conversar sobre a vida acadêmica (é muito bom), ter alguém que conhece teus amigos e tem uma história em comum pra relembrar, ter alguém de bom humor 90% do tempo, alguém que acorda cantando (mesmo que fosse luan santana), ter alguém que me deixa quieta quando estou de tpm, ter alguém pra ajudar a carregar as compras e pra dizer que a comida que você preparou está ótima... tudo isso é bom. A parte horrível é ouvir (sem querer, devido ao tamanho do ap) as conversas diárias com a namorada, ver as fotos no facebook e não poder ficar p sem falar com ele uns dias e deixar ele ver jogo domingo e quarta na tv (e no pc ao mesmo tempo). A parte incrível é ter alguém que se importa, alguém que compra um macflurry de ovo maltine (sem gostar de chocolate, ou seja, sem interesse de comer a parte branca e me deixar o chocolate, um todo pra mim) pra você quando você tá triste, alguém que quando você está chorando te abraça e diz pra num ficar assim porque tudo vai dar certo, ter alguém que (do jeito dele) quer te proteger apesar das circunstâncias, essa parte é incrível). Poderia contar uma história por dia, uma relação de amor e ódio, de vontade (pelo menos da minha parte) e respeito pelo que tínhamos. Acabou. nada acontece por acaso?! ainda estou tentando descobrir as razões.
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música do momento...

Ainda tem o seu perfume Pela casa Ainda tem você na sala Porque meu coração dispara? Quando tem o seu cheiro Dentro de um livro Dentro da noite veloz...
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Passei 4 dias em Belém, só vi alguém no casamento, os outros dias foram exclusivamente ocupados pela família (especialmente minha afilhada mais velha). Depois passei 4 dias com meus pais em Natal, cidade linda, momentos especiais. Comi muitas coisas gostosas, o que remete a um assunto super recorrente no blog, estou com 6kg a mais do que tinha quando vim pro Rio. Mãe perturbou a minha vida, com razão, alguém precisava fazer isso. Eu sei que preciso parar de comer besteira e fazer alguma atividade, mas a falta de vontade sempre me ganha, esses tempos de 'deadlines' foram cruéis comigo, me maltratava prazo após prazo. Incentivada pela mamãe e pelo du, comprei uma bike (em pleno inverno) pra ir pra trabalhar, mas acordar com 18 graus e a sensação térmica do vento da orla no corpo é extremamente doloroso (isso quando não está chovendo), nada animador. Trouxe meu kimono e ainda não achei uma academia de karate que eu consiga pagar e seja perto. Chega de achar motivo pra não fazer nada, vou me esforçar mais, prometo (pra mim e pra vocês), minha meta é eliminar pelo menos esses 6 que estão sobrando até o fim do ano.

Espero mesmo que o tempo ruim (da maldição) tenha passado. Vou trabalhar mais, malhar mais, comer menos errado, estudar mais, acreditar mais, esquecer quem não quer nada comigo, investir no que vale a pena, ler mais, me organizar mais, talvez ir mais à praia, ou finalmente conhecer o Roxy. Resolver as pendências de agora pra poder seguir em frente, seguir no caminho que vai adiante, e não ficar dando voltas como fiz durante esses últimos meses. Historicamente, o segundo semestre é melhor que o primeiro, preciso lembrar do segredo com mais frequência: pedir, acreditar e receber.

Saudades.
Por hoje é só.